quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Metamorfose ambulante

Olhando para tudo que fiz nos últimos anos sindo muita coisa: orgulho, satisfação, sensação de ter vivido, arrepio na pele lembrando de algumas momentos como o choro de emoção das largadas e o choro de alegria nas chegadas do IronMan (desculpe, mas só quem já fez sabe do que eu estou falando), o mar ruim em travessias ( a sensação é indescritível - leia: http://www.triatividade.blogspot.com/2012/01/so-tem-que-chorar-morte-quem-morreu-sem.html) , os amigos do e no esporte...

Foi bom mas passou. Não sinto saudade, só nostalgia.
O que não quer dizer que eu não possa fazer tudo ou quase tudo de novo.
Mas o tempo é outro e eu sou outro.

E por que mudar? Porque é necessário.

Como eu não tenho talento para explicar com clareza isso tudo,  uso Fernando Pessoa:

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


Fernando Pessoa

2 comentários:

  1. Me prendo na parte "não quer dizer que não possa fazer tudo de novo"
    Talvez não seja tão rápido quanto antes, mas buscará seu limite como em todas as vezes. É essa sensação que move os atletas amadores que somos, e sempre seremos até o último dia!!
    Abraço. Enzo Amato.

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    1. É isso ai Enzo. Continuo sempre buscando meus limites, não necessáriamente no mesmo lugar... abs

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